Experiências

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O que é o Guia

As experiências de outras cidades e estados podem servir de inspiração e apoio para o desenvolvimento de novas políticas de educação integral. Conheça aspectos que se destacaram em trabalhos pelo país. Conte você também a sua experiência.

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Reestruturação e valorização da carreira do professor

Russas (CE)2005 / 2012Desenvolvimento Profissional

Investir na implementação de políticas de educação integral também envolve pensar estratégias que visam à reestruturação e valorização da carreira do professor, como uma das ações fundamentais para a consolidação de uma proposta de educação de qualidade. Em 2005, a secretaria desencadeou uma série de discussões sobre as condições de trabalho e salariais dos professores, que vieram a consolidar, em 2010, o Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) dos integrantes do quadro do magistério, ação que vem auxiliando a efetivação da política de educação integral no município.

A grande parte dos responsáveis pelas atividades da jornada ampliada são professores efetivos da rede, com uma jornada de 40 horas, regulamentada por lei municipal.

O trabalho pedagógico coletivo foi incorporado à jornada de trabalho, a partir da promulgação da lei 1285/2010, que estabelece as bases para o PCCR, e está em consonância com a Lei do Piso
Salarial do Magistério, inclusive em relação ao estabelecimento do piso salarial do professor, que prevê que um terço da carga horária dos professores seja direcionado às atividades extraclasse. Dessa forma, os professores têm a garantia de que das 40 horas semanais trabalhadas, 28 horas serão em atividades de docência e 12 horas serão destinadas às atividades de complementação pedagógica. Já os professores que cumprem jornada de 20 horas semanais, dedicam-se 14 horas à docência e 6 horas, exclusivamente, às atividades de complementação pedagógica.

Segundo a secretária de educação de Russas, estabelecer períodos dedicados a estudos, planejamento e avaliação, dentro da jornada de trabalho, implicou a contratação de mais professores, porém a mudança foi necessária, porque “é preciso estruturar e valorizar a carreira dos professores, pois eles são peça fundamental na consolidação de uma política de educação integral”.

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Formação continuada como prioridade

Eusébio (CE)2005 / 2012Desenvolvimento Profissional

A formação continuada é prioridade para a secretaria de Eusébio, desde 2006. Por isso foi formada uma equipe técnica consistente, na secretaria, de pedagogos e de assessores em Língua Portuguesa e Matemática, que realizam encontros de formação sistemáticos nas escolas da rede (mensal ou bimestralmente) e acompanham de perto o desenvolvimento do trabalho nas 25 unidades de educação infantil e nas 30 de ensino fundamental, de 1º ao 5º e do 6º ao 9º. Esses técnicos acompanham a didática dos educadores, a dinâmica da sala de aula e o desenvolvimento do currículo.

Os encontros de formação, nas unidades, duram 8 horas e envolvem professores, educadores responsáveis pelas atividades complementares, coordenadores pedagógicos e diretores.

O fato de a formação acontecer na escola ajuda a que ela atenda mais diretamente às necessidades dos profissionais. Os técnicos da secretaria ainda apóiam diretores, professores, coordenadores pedagógicos e educadores nos planejamentos estratégicos e nas avaliações.

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Formação de professores

Belo Horizonte (MG)2005 / 2012Desenvolvimento Profissional

O modelo de educação integral adotado no município prevê a atuação articulada de escolas da rede com as ONGs da cidade. Para isso, a secretaria vem desenvolvendo um amplo programa de formação, envolvendo profissionais de ambas as instituições: gestores de ONGs, professores comunitários das escolas, educadores sociais, agentes culturais e estagiários das universidades.

Ao colocar juntos, educadores de instituições diferentes, que atuam no mesmo território e com as mesmas crianças e adolescentes, busca-se potencializar a interlocução entre eles, promover a troca de saberes e de experiências, bem como concretizar o exercício do planejamento conjunto. Os focos da formação são: a articulação entre o núcleo comum e as oficinas pedagógicas, entre escolas, ONGs e famílias e entre os espaços de circulação dos estudantes.

Para promover a aproximação e o intercâmbio entre as equipes das escolas e das ONGs, além de estudos e oficinas, incluem-se na formação visitas mútuas dos profissionais às instituições parceiras. A secretaria conta com a parceria de universidades locais, centros de estudos e fundações para desenvolver seus programas de formação.

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