Espaços e infraestrutura
Considerar os espaços e a infraestrutura existentes na rede, ou mesmo na cidade, é uma medida importante de diagnóstico para as tomadas de decisão da secretaria em relação ao processo de desenvolvimento da Política de Educação Integral.
Para além da dimensão física, os espaços devem ser entendidos a partir de usos, práticas e relações individuais e coletivas que neles se dão.
Conhecer os espaços e a infraestrutura das escolas e dos territórios onde estão inseridas permite aos gestores da Política de Educação Integral definir a abrangência inicial da implementação: se na rede toda ou se em algumas escolas. Tais informações são normalmente encontradas nos Projetos Político-Pedagógicos (PPPs). Acessar essas informações permite definir melhor a escolha das unidades educacionais por onde a proposta pode ser iniciada e até com quais alunos, se necessário, já que muitas vezes não é possível iniciar os programas com todos os alunos das unidades escolares. Dessa maneira, escolas com quadras, bibliotecas, área externa atrativa e com menor número de alunos podem ser as primeiras a iniciar o programa, enquanto se preparam outras unidades para recebê-lo.
Esse mapeamento nem sempre coincide com a orientação de iniciar o programa pelas unidades escolares que estão em situação de maior vulnerabilidade. Há territórios da cidade onde há pouca presença de equipamentos culturais e esportivos, e a escola nem sempre dispõe de espaços diferenciados para o trabalho necessário, o que reforça a importância de se garantir um bom diagnóstico para definir por quais caminhos o programa deve iniciar.
Os espaços das escolas (refeitórios, salas de aula, banheiros, áreas externas, sala dos professores, corredores, salas para projetos, cozinhas) apresentam uma diversidade de características quanto à dimensão, limpeza, ventilação, iluminação, mobiliário, acústica, segurança e estado de conservação física que devem ser olhadas com cuidado para que, eventualmente, sejam tomadas as devidas providências para torná-los adequados.

A questão dos espaços e da infraestrutura constitui condição importante para o bom funcionamento das unidades educacionais que ofertam ampliação do tempo de permanência das crianças e adolescentes em ambientes de aprendizagem. Nas escolas em que as boas condições desses espaços estão asseguradas, percebe-se o impacto positivo no cotidiano, facilitando inclusive aspectos da gestão escolar e garantindo-se melhor aproveitamento dos tempos escolares. É preciso, por exemplo, pensar nas instalações relacionadas à higiene, alimentação e descanso, que precisam ser providenciadas no caso de as crianças fazerem mais refeições na escola ou realizarem outras atividades corporais.
Para o funcionamento das escolas de educação integral, necessita-se fundamentalmente de espaços amplos, em especial nos refeitórios e áreas externas, que possam garantir o deslocamento e a permanência segura dos alunos, além de servirem para diferentes atividades pedagógicas. O apoio da secretaria aos gestores das unidades escolares que assumirão a proposta de educação integral é muito importante, porque certamente surgirão dificuldades na transição da escola de dois turnos para a escola de tempo integral, que podem ser atenuadas com a permanente troca de experiências entre as escolas, na busca por alternativas de soluções para os desafios encontrados que, em muitos casos, são comuns a todos.
Nesse processo, a secretaria, enquanto gestora da política, deve ajudar as equipes escolares a olhar com outros olhos os espaços existentes no interior da escola e em torno dela, pois muitas vezes a familiaridade excessiva com os lugares por onde nos movimentamos nos impede de ver a potencialidade de transformação que eles comportam. Para reorientar a leitura do território, nessa perspectiva, a metodologia cartográfica pode fornecer subsídios para produzir novos modos de conhecer e compreender o mundo, condição para a transformação social.
A cartografia tem como princípio que qualquer pessoa da comunidade possui habilidades, experiências e qualidades que podem contribuir para e com o bem comum. Nesse sentido, procura reconhecer o potencial das pessoas, dos grupos, das comunidades, dos lugares e das culturas. Trata-se da tentativa de reverter situações em que fraquezas criam efeitos de imobilidade, dando lugar a potencialidades capazes de produzir transformações de interesse coletivo.
Nesse contexto, a cartografia pode ser utilizada para:
 Investigar como se dão as relações entre instituições e pessoas no território.
 Dar visibilidade às potências locais, e não somente às fragilidades das comunidades.
 Fortalecer os elementos da memória e da história local.
 Identificar os movimentos sociais e as pessoas da comunidade potencialmente capazes de produzir, criar e intervir na realidade local.
Ao lançar mão dessa metodologia, a secretaria e as escolas podem descobrir novos espaços pedagógicos para concretizar a proposta de educação integral, além de agregar a ela novos parceiros.
Como fazer:
Promover coletivamente uma expedição investigativa no território para identificar possíveis espaços pedagógicos (procure ver os lugares como se fosse a primeira vez). Essa experiência pode ser uma das atividades dos Conselhos de Escola, fortalecendo a gestão democrática e gerando empoderamento para atores locais, conhecedores do território e participantes das decisões da escola.
Pesquisar a viabilidade pedagógica e legal de uso para esses espaços (praças, igrejas, áreas abertas, galpões, espaços públicos e/ou privados). É preciso garantir diálogo entre as escolhas da escola e sua comunidade, estreitando a possibilidade de realização das atividades desejadas e os espaços disponíveis.
Entrevistar os usuários e responsáveis por esses espaços para efetivar parcerias e verificar as condições de uso, já que nem sempre há recursos disponíveis para locação de espaços ou execução de grandes reformas neles.
Reunir os interessados para planejar novos usos.
É importante frisar que na concepção de educação integral assumida, a apropriação do espaço público pelas crianças e pelos adolescentes e a ação colaborativa entre instituições educacionais são valores fundantes. Buscar parcerias com equipamentos públicos de outras secretarias, assim como de organizações da sociedade civil do entorno da escola e da cidade, é uma iniciativa que permite a circulação pela cidade e a ampliação de oportunidades de acesso e usufruto, pelos estudantes, dos bens culturais nela existentes
Assista o debate virtual sobre esta temática:
Espaços e infraestrutura
Considerar os espaços e a infraestrutura existentes na rede, ou mesmo na cidade, é uma medida importante de diagnóstico para as tomadas de decisão da secretaria em relação ao processo de desenvolvimento da Política de Educação Integral.
Para além da dimensão física, os espaços devem ser entendidos a partir de usos, práticas e relações individuais e coletivas que neles se dão.
Conhecer os espaços e a infraestrutura das escolas e dos territórios onde estão inseridas permite aos gestores da Política de Educação Integral definir a abrangência inicial da implementação: se na rede toda ou se em algumas escolas. Tais informações são normalmente encontradas nos Projetos Político-Pedagógicos (PPPs). Acessar essas informações permite definir melhor a escolha das unidades educacionais por onde a proposta pode ser iniciada e até com quais alunos, se necessário, já que muitas vezes não é possível iniciar os programas com todos os alunos das unidades escolares. Dessa maneira, escolas com quadras, bibliotecas, área externa atrativa e com menor número de alunos podem ser as primeiras a iniciar o programa, enquanto se preparam outras unidades para recebê-lo.
Esse mapeamento nem sempre coincide com a orientação de iniciar o programa pelas unidades escolares que estão em situação de maior vulnerabilidade. Há territórios da cidade onde há pouca presença de equipamentos culturais e esportivos, e a escola nem sempre dispõe de espaços diferenciados para o trabalho necessário, o que reforça a importância de se garantir um bom diagnóstico para definir por quais caminhos o programa deve iniciar.
Os espaços das escolas (refeitórios, salas de aula, banheiros, áreas externas, sala dos professores, corredores, salas para projetos, cozinhas) apresentam uma diversidade de características quanto à dimensão, limpeza, ventilação, iluminação, mobiliário, acústica, segurança e estado de conservação física que devem ser olhadas com cuidado para que, eventualmente, sejam tomadas as devidas providências para torná-los adequados.

A questão dos espaços e da infraestrutura constitui condição importante para o bom funcionamento das unidades educacionais que ofertam ampliação do tempo de permanência das crianças e adolescentes em ambientes de aprendizagem. Nas escolas em que as boas condições desses espaços estão asseguradas, percebe-se o impacto positivo no cotidiano, facilitando inclusive aspectos da gestão escolar e garantindo-se melhor aproveitamento dos tempos escolares. É preciso, por exemplo, pensar nas instalações relacionadas à higiene, alimentação e descanso, que precisam ser providenciadas no caso de as crianças fazerem mais refeições na escola ou realizarem outras atividades corporais.
Para o funcionamento das escolas de educação integral, necessita-se fundamentalmente de espaços amplos, em especial nos refeitórios e áreas externas, que possam garantir o deslocamento e a permanência segura dos alunos, além de servirem para diferentes atividades pedagógicas. O apoio da secretaria aos gestores das unidades escolares que assumirão a proposta de educação integral é muito importante, porque certamente surgirão dificuldades na transição da escola de dois turnos para a escola de tempo integral, que podem ser atenuadas com a permanente troca de experiências entre as escolas, na busca por alternativas de soluções para os desafios encontrados que, em muitos casos, são comuns a todos.
Nesse processo, a secretaria, enquanto gestora da política, deve ajudar as equipes escolares a olhar com outros olhos os espaços existentes no interior da escola e em torno dela, pois muitas vezes a familiaridade excessiva com os lugares por onde nos movimentamos nos impede de ver a potencialidade de transformação que eles comportam. Para reorientar a leitura do território, nessa perspectiva, a metodologia cartográfica pode fornecer subsídios para produzir novos modos de conhecer e compreender o mundo, condição para a transformação social.
A cartografia tem como princípio que qualquer pessoa da comunidade possui habilidades, experiências e qualidades que podem contribuir para e com o bem comum. Nesse sentido, procura reconhecer o potencial das pessoas, dos grupos, das comunidades, dos lugares e das culturas. Trata-se da tentativa de reverter situações em que fraquezas criam efeitos de imobilidade, dando lugar a potencialidades capazes de produzir transformações de interesse coletivo.
Nesse contexto, a
cartografia pode ser
utilizada para:
Investigar como se dão as relações entre instituições e pessoas no território.
Dar visibilidade às potências locais, e não somente às fragilidades das comunidades.
Fortalecer os elementos da memória e da história local.
Identificar os movimentos sociais e as pessoas da comunidade potencialmente capazes de produzir, criar e intervir na realidade local.
Ao lançar mão dessa metodologia, a secretaria e as escolas podem descobrir novos espaços pedagógicos para concretizar a proposta de educação integral, além de agregar a ela novos parceiros.
Como fazer:
Promover coletivamente uma expedição investigativa no território para identificar possíveis espaços pedagógicos (procure ver os lugares como se fosse a primeira vez). Essa experiência pode ser uma das atividades dos Conselhos de Escola, fortalecendo a gestão democrática e gerando empoderamento para atores locais, conhecedores do território e participantes das decisões da escola.
Pesquisar a viabilidade pedagógica e legal de uso para esses espaços (praças, igrejas, áreas abertas, galpões, espaços públicos e/ou privados). É preciso garantir diálogo entre as escolhas da escola e sua comunidade, estreitando a possibilidade de realização das atividades desejadas e os espaços disponíveis.
Entrevistar os usuários e responsáveis por esses espaços para efetivar parcerias e verificar as condições de uso, já que nem sempre há recursos disponíveis para locação de espaços ou execução de grandes reformas neles.
Reunir os interessados para planejar novos usos.
É importante frisar que na concepção de educação integral assumida, a apropriação do espaço público pelas crianças e pelos adolescentes e a ação colaborativa entre instituições educacionais são valores fundantes. Buscar parcerias com equipamentos públicos de outras secretarias, assim como de organizações da sociedade civil do entorno da escola e da cidade, é uma iniciativa que permite a circulação pela cidade e a ampliação de oportunidades de acesso e usufruto, pelos estudantes, dos bens culturais nela existentes
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