Desenvolvimento profissional dos educadores
A implementação de uma política de educação integral exige novos perfis de profissionais que atendam às especificidades e singularidades das escolas de educação integral, perfis que estão em construção como a própria política pública de educação integral. Isso implica esforços, por parte da gestão, para garantir algumas condições de sustentação de si mesma, entre elas: formação continuada e constante de todos os segmentos envolvidos e valorização dos profissionais: professores, educadores sociais, funcionários, gestores.
Formação
Quando as políticas públicas de educação integral iniciam sua implementação, é preciso construir diretrizes, revisitar concepções, criar laços, assumir compromissos, organizar parcerias e entendimentos entre os atores em processos formativos que viabilizem canais de escuta e construção de consensos.
Nas experiências mais exitosas do país, as secretarias desenvolveram processos formativos, tanto de caráter administrativo como pedagógico, envolvendo diretores, assistentes, coordenadores pedagógicos, professores, educadores e funcionários.
A equipe técnica da Secretaria de Educação responsável pela implementação inicial dos programas de educação integral precisa ser apoiada em termos conceituais, com importante formação teórica e acúmulo nas discussões sobre educação, além dos conhecimentos sobre aspectos legais e financeiros, para que possa se tornar referência para as unidades escolares em cada etapa do processo, pois tem um importante papel – mas nem sempre condições de construir todos esses saberes e leituras da realidade sozinha.
Nas redes em que novos atores são envolvidos no processo, entre eles educadores sociais de organizações da sociedade civil, se faz
necessário articulações ainda mais efetivas
e dialogadas.

Para que a construção desse diálogo seja
efetivo, os processos formativos são imprescindíveis e devem contemplar as diversas características e identidades desses atores, que podem contribuir na construção de novos formatos de atendimento às crianças e adolescentes. As equipes técnicas da secretaria serão fundamentais para definição das pautas e conteúdos relevantes para a construção e sistematização da produção desses coletivos, documentando e fortalecendo a implementação da política pública.

A formação é indispensável para que os objetivos do projeto de educação integral sejam não apenas conhecidos por todos os integrantes da comunidade escolar, como também partilhados; processo que ocorre quando se dá a reflexão e o debate sobre eles. A adesão dos profissionais se fortalece no próprio processo de fazer, de operacionalizar o projeto e refletir sobre ele. Assim, é necessário prever e garantir, no decorrer de todo o caminho de implementação da política de educação integral, tempo para discussão coletiva, horários de estudo e de planejamento
As equipes escolares também precisam ser formadas para a nova proposta. Esse é um papel importante que cabe aos próprios técnicos desempenhar, enquanto grupo responsável pela implementação da política, ou com a ajuda da universidade ou centros de formação mais afinados com a concepção de educação integral e com as Diretrizes Gerais da secretaria.
Os técnicos devem ajudar também na articulação dos diferentes profissionais das escolas, como gestores, supervisores, coordenadores e educadores, exercitando com eles o planejamento conjunto da proposta geral da instituição e da atuação de cada um, na sua especificidade. Da mesma forma, devem acompanhar o desenvolvimento das ações planejadas, detectando as dificuldades de percurso, orientando, dando apoio, discutindo encaminhamentos e buscando, no coletivo, possíveis soluções.
Valorização dos profissionais
A valorização de quem faz educação integral é imprescindível. Não se faz educação integral sem profissionais competentes e dedicados, com visão de mundo ampliada e repertório cultural consistente; com disponibilidade para estudar, planejar, registrar e avaliar sua própria prática e com sensibilidade para cuidar da relação com as crianças e com os adolescentes.
Condições de trabalho
É preciso pensar em condições salariais e de trabalho; na participação dos profissionais nas políticas educacionais do município e na formulação e implantação de um plano de carreira, que abra oportunidades para crescerem e se desenvolverem profissionalmente, tendo inclusive a oportunidade de se afastar remuneradamente para estudar nas universidades e realizar pesquisas na rede.
O que mais pode ser feito?
Outra forma de valorizar os profissionais da educação é a promoção, pela secretaria, de eventos de socialização de trabalhos bem-sucedidos de sala de aula e de equipes de escola, por meio de mostras, congressos e publicações como relatos de prática, jornais e coletâneas. Esses eventos podem ser também promovidos e planejados por um conjunto de municípios vizinhos que desenvolvem educação integral em suas redes.
Vale, ainda, o estímulo à apresentação de trabalhos, pelos professores, educadores sociais, coordenadores e supervisores pedagógicos, gestores e técnicos da secretaria em eventos de maior porte, como congressos estaduais e nacionais afins.

Importante destacar ainda que as trocas de experiências, bem como o reconhecimento das boas práticas, podem ganhar visibilidade e conhecimento público com apoio da tecnologia, por meio de publicações virtuais em sítios e redes sociais devidamente autorizados.
As trocas de experiências promovem, além do reconhecimento dos processos exitosos, a possibilidade de encontrar soluções, alternativas novas para problemas experimentados pelas redes, fortalecendo a ideia de território educativo e agregando a essa concepção a ideia de um território cooperativo. Isso pode beneficiar a todos os envolvidos, em especial as crianças e os adolescentes beneficiários diretos dos programas de educação integral.
Desenvolvimento profissional dos educadores
A implementação de uma política de educação integral exige novos perfis de profissionais que atendam às especificidades e singularidades das escolas de educação integral, perfis que estão em construção como a própria política pública de educação integral. Isso implica esforços, por parte da gestão, para garantir algumas condições de sustentação de si mesma, entre elas: formação continuada e constante de todos os segmentos envolvidos e valorização dos profissionais: professores, educadores sociais, funcionários, gestores.
Formação
Quando as políticas públicas de educação integral iniciam sua implementação, é preciso construir diretrizes, revisitar concepções, criar laços, assumir compromissos, organizar parcerias e entendimentos entre os atores em processos formativos que viabilizem canais de escuta e construção de consensos.
Nas experiências mais exitosas do país, as secretarias desenvolveram processos formativos, tanto de caráter administrativo como pedagógico, envolvendo diretores, assistentes, coordenadores pedagógicos, professores, educadores e funcionários.
A equipe técnica da Secretaria de Educação responsável pela implementação inicial dos programas de educação integral precisa ser apoiada em termos conceituais, com importante formação teórica e acúmulo nas discussões sobre educação, além dos conhecimentos sobre aspectos legais e financeiros, para que possa se tornar referência para as unidades escolares em cada etapa do processo, pois tem um importante papel – mas nem sempre condições de construir todos esses saberes e leituras da realidade sozinha.
Nas redes em que novos atores são envolvidos no processo, entre eles educadores sociais de organizações da sociedade civil, se faz
necessário articulações ainda mais efetivas
e dialogadas.

Para que a construção desse diálogo seja
efetivo, os processos formativos são imprescindíveis e devem contemplar as diversas características e identidades desses atores, que podem contribuir na construção de novos formatos de atendimento às crianças e adolescentes. As equipes técnicas da secretaria serão fundamentais para definição das pautas e conteúdos relevantes para a construção e sistematização da produção desses coletivos, documentando e fortalecendo a implementação da política pública.

A formação é indispensável para que os objetivos do projeto de educação integral sejam não apenas conhecidos por todos os integrantes da comunidade escolar, como também partilhados; processo que ocorre quando se dá a reflexão e o debate sobre eles. A adesão dos profissionais se fortalece no próprio processo de fazer, de operacionalizar o projeto e refletir sobre ele. Assim, é necessário prever e garantir, no decorrer de todo o caminho de implementação da política de educação integral, tempo para discussão coletiva, horários de estudo e de planejamento
As equipes escolares também precisam ser formadas para a nova proposta. Esse é um papel importante que cabe aos próprios técnicos desempenhar, enquanto grupo responsável pela implementação da política, ou com a ajuda da universidade ou centros de formação mais afinados com a concepção de educação integral e com as Diretrizes Gerais da secretaria.
Os técnicos devem ajudar também na articulação dos diferentes profissionais das escolas, como gestores, supervisores, coordenadores e educadores, exercitando com eles o planejamento conjunto da proposta geral da instituição e da atuação de cada um, na sua especificidade. Da mesma forma, devem acompanhar o desenvolvimento das ações planejadas, detectando as dificuldades de percurso, orientando, dando apoio, discutindo encaminhamentos e buscando, no coletivo, possíveis soluções.
Valorização dos profissionais
A valorização de quem faz educação integral é imprescindível. Não se faz educação integral sem profissionais competentes e dedicados, com visão de mundo ampliada e repertório cultural consistente; com disponibilidade para estudar, planejar, registrar e avaliar sua própria prática e com sensibilidade para cuidar da relação com as crianças e com os adolescentes.
Condições de trabalho
É preciso pensar em condições salariais e de trabalho; na participação dos profissionais nas políticas educacionais do município e na formulação e implantação de um plano de carreira, que abra oportunidades para crescerem e se desenvolverem profissionalmente, tendo inclusive a oportunidade de se afastar remuneradamente para estudar nas universidades e realizar pesquisas na rede.
O que mais pode ser feito?
Outra forma de valorizar os profissionais da educação é a promoção, pela secretaria, de eventos de socialização de trabalhos bem-sucedidos de sala de aula e de equipes de escola, por meio de mostras, congressos e publicações como relatos de prática, jornais e coletâneas. Esses eventos podem ser também promovidos e planejados por um conjunto de municípios vizinhos que desenvolvem educação integral em suas redes.
Vale, ainda, o estímulo à apresentação de trabalhos, pelos professores, educadores sociais, coordenadores e supervisores pedagógicos, gestores e técnicos da secretaria em eventos de maior porte, como congressos estaduais e nacionais afins.
Importante destacar ainda que as trocas de experiências, bem como o reconhecimento das boas práticas, podem ganhar visibilidade e conhecimento público com apoio da tecnologia, por meio de publicações virtuais em sítios e redes sociais devidamente autorizados.
As trocas de experiências promovem, além do reconhecimento dos processos exitosos, a possibilidade de encontrar soluções, alternativas novas para problemas experimentados pelas redes, fortalecendo a ideia de território educativo e agregando a essa concepção a ideia de um território cooperativo. Isso pode beneficiar a todos os envolvidos, em especial as crianças e os adolescentes beneficiários diretos dos programas de educação integral.
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